: Escrevo não porque sei, mas por gosto e impulso... E assim escrevo errado mesmo...

(E o conteúdo deste blog que não consta fonte, é de minha autoria...)

sábado, 9 de janeiro de 2016

Mostrar X Ver X Viver

Hoje em dia com tantas redes sociais e muitas maneiras de se dizer, mostrar algo a outrem há uma supervalorização e/ou pseudo valorização do que de fato se é e se sabe...

Surgiu nas pessoas uma necessidade de partilhar com o resto do mundo (compartilhar) desde sua vida pessoal, passando por reflexões a cerca de qualquer tema, críticas politicas, amenidades divertidas, e o que é mais errôneo, a vida alheia!

Há quem passou a usar postagem pública do Facebook para mostrar/indicar algo às pessoas com quem convive, como se não houvesse mais uma maneira privada de se comunicar via rede e ainda como se o tempo de agora estivesse todo comprometido em usar o meio virtual que a comunicação vis-à-vis não é mais possível...

E compartilhar sobre si e sobre qualquer outra coisa toma tanto tempo que não está mais se olhando para o outro... Como na práxis “não é possível falar e ouvir ao mesmo tempo”, logo se alguém está falando, mostrando algo, não tem como ouvir (ler) ou ver o que não é sobre si mesmo... E vivendo? Depende! Contanto que se possa registrar o que se vive... Se não registrar, para que viver se não vai poder mostrar?


Assim vivemos uma “invasão de privacidade ao contrário” na qual as pessoas “empurram” suas vidas “rede abaixo” sem nem ponderar se quem vai receber tal conteúdo está interessado ou se com tempo e ainda com rede de dados disponível... Em algumas regiões o sinal é restrito, ruim mesmo.

Junto com isso vai o repasse de conteúdos diversos em fotos, vídeos, fatos e boatos, mensagens, textos, enormes que também foram vistos ou lidos sem analisar, e aqui entra as pseudos valorização e personalidade: às vezes repassa-se algo não condizente consigo mesmo...

E fazem esses encaminhamentos como se a utilidade da rede fosse apenas essa e nem sequer importa se alguém usa apenas por necessidade ou utilidade e ainda a depender do lugar com restrição de uso.

Há também os comentários: desnecessários, só porque se vê algo e pode-se “opinar” sobre; fora do conteúdo em pauta; e os maldosos e cheios de julgamento sobre a vida alheia...
(Esclareço que quando me refiro à limitação de internet, trata-se do uso das redes sociais via celular.)

Nisso vai tempo, e também cérebro... Sim! Mesmo mecanicamente usa-se a cabeça nesses procedimentos; aprende-se e automatizam tais atividades...

Quando se lê, vê o que de fato se precisa e se tem interesse? Quando se apenas vive?

Com essa análise, defendo a ideia de que se é possível aprender a usar essas ferramentas, é também crível aprender a utilizá-las de forma correta de acordo com os objetivos de cada tipo de aplicativo.

Isso é educação digital que hoje em dia é parte indispensável da nossa educação pessoal.

O duo informação e formação se integram perfeitamente nesse aspecto e de uma forma muito eficaz.

Pode até ser que esse texto jamais chegue a quem age da forma aqui descrita... Mas ao menos os que leem poderão agir como formiguinhas, fazendo sua parte em um suposto processo de educação no qual se tem mais prática do que teoria...

J

Artigo escrito em 03.01.2016, e publicado originalmente no site Você Pode Ser Feliz

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