: Escrevo não porque sei, mas por gosto e impulso... E assim escrevo errado mesmo...

(E o conteúdo deste blog que não consta fonte, é de minha autoria...)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Amadurecer... (Ou Viver dia após dia...)

Há alguns dias eu li simultaneamente um Blog (todo) de uma jovem de em média 18 anos, O Fantasies,  e o livro “50, eu?” que Zeca Camargo escreveu ao completar 50 anos.
Entre esses extremos estou vivendo a segunda metade e permito-me analisar os que estão após mim e o que vivo hoje...

O meio é absurdamente diferente entre meu passado e o presente e isso deve ser levado em consideração. A tecnologia favorece uma verdadeira invasão de conhecimentos e culturas. Mas arrisco tais considerações, óbvio que com o que chamo de minha experiência, com os prós e os contras também de minhas escolhas...

A juventude que para muitos é apenas alegria e diversão vem para alguns com uma inquietação dolorida por não conseguir entender e/ou dominar seus sentimentos...
Como essas pessoas são pensantes, buscam conhecimentos e sentem-se verdadeiros intelectuais e portanto sábios, auto mascaram-se nessas 02 (duas) características que somadas ilusionam uma pseudomaturidade que os atrapalham em tempo que os inocentam.

E assim, numa ansiedade em dizer a si mesmo o que ainda não sabem tentam dizem aos outros o que pensam ser “verdades absolutas” quando são apenas “verdades sobre si mesmo”. E ainda creem veementemente que se preservam, e que estão mais certos sobre si do que qualquer outra pessoa que os conheçam e/ou os leem!

Procuram avidamente aliviar a dor que sentem ou encontrar as respostas em tudo o que veem, ouvem e leem; chegam a contradizer-se em publicações em redes sociais com citações ou produções próprias, quando tudo o que devem fazer é viver o momento mesmo com a dor que sentem enquanto o tempo passa para que tal entendimento e alívio aconteçam.

Uma sensação ruim ao constatar isso nos jovens, principalmente os que amamos, é o fato de termos consciência dos erros e até como evitá-los e não poder ou conseguir ajudá-los. (Deve ser essa a sensação que os pais sentem.) No máximo podemos entendê-los ao lembrarmos que passamos por situações parecidas e ninguém pode ou conseguiu nos ajudar. E é preciso também considerar o tempo em que vivemos e o que eles vivem...

É imprescindível vivenciar algumas ou muitas experiências para de fato entender as situações e aprender em práticas como portar-se diante delas... Tipo um ver para crer, um viver/sentir para saber!

Mas isso, não é apenas de quem é jovem cronologicamente... A tal “maturidade” não vem sempre com a idade; tem gente que vive muitos anos, muitas experiências, e não amadurece... Repetem sempre os mesmos comportamentos, as mesmas posturas... Alguns vivem sempre culpando os outros dos seus erros sempre cometidos, da sua infelicidade e tal...

Quando o sentimento é muito aflorado, o senso crítico fica comprometido, enxergam-se até chifre em cabeça de cavalos e muitas vezes apontado pelos outros...

Em minha fase atual, eu vivo o que chamo de “liberdade sentimental da maturidade” (não que eu meu considere finalmente, mas um bom tanto amadurecida), que é maravilhoso: não esperar nada de ninguém e sentir-se satisfeita em dar carinho, atenção, apoio, e ainda ser livre para não fazer nada disso caso de fato não queira. É um egoísmo benéfico, que mesmo eu só querendo meu bem e satisfação, também quero o mesmo para todos; só não os imponho! Todos são livres e tem o direito inalienável da escolha! Mas viver essa liberdade sentimental é felicíssimo!

Como será daqui pra frente? Eu não faço ideia! Penso que aprendi a viver um dia de cada vez. Tento me assegurar do futuro no caráter material, e no sentimental vivo o agora já... E busco sabedoria...
E quanto aos outros, jovens? Sabe Deus... Se já não sei o que será de mim, quanto mais dos outros!

Mas desejo: SABEDORIA e FELICIDADE á todos!

J

2 comentários:

Hum! Vai comentar! Agradecida!