: Escrevo não porque sei, mas por gosto e impulso... E assim escrevo errado mesmo...

(E o conteúdo deste blog que não consta fonte, é de minha autoria...)

domingo, 30 de setembro de 2012

A Furacão e Eu... (modificação na postagem do vídeo)

Em 1993 a 1994 eu mal conseguia assistir a Furacão. Era ciente do impacto e da qualidade, mas meu tamanho não me ajudava a contemplá-la. Lembro que um ano eu cheguei a subir numa grade de proteção de uma árvore para ver, sem sucesso, péssima visão.
Em 1995 me aproximei um pouco: Mãe fez umas botas para os meninos, e eu já era colega de trabalho de Billa. Aí virei torcedora e vibrei com o campeonato. Não me recordo ao certo, mas penso que consegui assistir de perto a segunda apresentação daqui, em comemoração ao título.
Em 1996 Marta entrou! E eu me aproximei ainda mais: assisti a alguns ensaios para conseguir fotografar passos, e viajei junto para Feira de Santana como torcida no Concurso do SESI que a Furacão foi premiada como Quadrilha Revelação. Da arquibancada vibrei e senti a empolgação da plateia na hora da Dança Portuguesa!
Em 1997, quase numa briga com Trindade, consegui entrar para a Equipe de Apoio da Furacão! Segurei cenário, cortei de faca afiada muita roupa de índio (de sisal), ajudava as meninas a vestir o vestido, supervisionava os meninos, soltei fogos no meio da apresentação daqui... Parece tudo besteira, mas o prazer era imenso! E fui reconhecida advinha por quem? Trindade! Senti-me VIP!
Em 1998, eu já era integrante da Furacão! (uhu!): Trindade queria inovar, por uma banda e me pediu que eu cantasse, seria complicado, minhas “ites” não me deixariam cantar em pleno inverno em meio a viagens. Ele mudou de ideia e me colocou para marcar a quadrilha. Que responsa: não pelo texto enorme, mas porque o grito dele ao animar a quadrilha era insubstituível! E eu com minha voz suave, como animaria? Mas eu decorei bem meu texto: quase todo o livro do Genesis (mentira, só a Criação do Mundo) e a Biografia de Luiz Gonzaga e tentei “animar” a quadrilha. Nossa como foi bom!
Em 1999, eu tinha que representar um “Vaqueiro nordestino dançando no novo milênio”! Só aqui consegui o que eu queria: uma roupa de couro! Encourei-me e aboiei! Um pouco insatisfeita por falta de um microfone sem fio para passear pelo meio da dança e do povo, mas como sempre, muito prazeroso como todas as apresentações em especial as daqui.
Ano 2000! Com texto inspirado em Os Sertões e na música SAMPA, eu me vesti de retirante nordestino... Fiquei tão feia! J Surpreendi-me quando vi uma foto! Mas eu gostei de ser retirante... Fiz muita loucura, gritei, corri, brinquei, tentando contar a saga do nordestino fugindo da Seca do Nordeste em plenos 500 anos do Brasil...
E em 2001, aportamos na “Bahia! Terra de terra de magias e encantos, terra de todos os santos e todos os orixás" e na apresentação daqui eu me vesti de Baiana com tudo que tinha direito! Marta amou me maquiar e Izuze disse que eu era Mãe Menininha! O texto e a apresentação teriam sido mais fortes se eu pudesse ter andado no meio do povo. O microfone sem fio deu defeito na hora! Muito bom falar de Caetano, Gil, Maria, Daniela, Jorge Amado e Castro Alves que eu fazia até a posição que ele está na estátua da praça!
FURACÃO 2002, “Dez anos de Emoção”! Foi ano de olhar para trás e relembrar o que passou e o que fizemos. Eu consegui fazer mudanças de figurino que lembrasse cada tema, trouxe Bandeira Nacional, coberta de retalho, trouxa, jaleco de couro, sanfona... E era para ser despedida, e teve clima disso, inclusive lágrimas... E eu conclui a apresentação dizendo:
 Furacão rimou com Paixão!
A paixão acabou, ficou o amor.
O amor traz a saudade,
A saudade,
por ser eterna, a Furacão eternizou.
Não foi despedida, foi pausa; em 2005 voltamos para contar a história de Lampião, entre Deus e o Diabo! E lá eu estava de cangaceira... (feinha que nem um cabra da peste!) Mas foi maravilhoso voltar à quadra em São João! Aqui, paramos!
Este ano, Cris me pediu ajuda para fazer um Documentário da Furacão como Trabalho Acadêmico e obvio que topei em ajudar: ela chegou aqui às 17... dizendo que voltaria às 19. Voltou e fizemos o que consta no vídeo!
E, como sempre: foi um Furacão de emoções!


QUADRILHA!: FU-RA-CÃO!


Um comentário:

  1. Bom demais relembrar a adrenalina das apresentações!! Rotina de ensaios, o sentimento de irmandade entre os dançarinos e óbvio a diversão durante os trabalhos que começava em fevereiro!

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