: Escrevo não porque sei, mas por gosto e impulso... E assim escrevo errado mesmo...

(E o conteúdo deste blog que não consta fonte, é de minha autoria...)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

"Dar a lição", “repetir a lição” e "passar da lição"

Quando eu estudei o primário escolar, usava-se os termos "dar a lição", “repetir a lição” e "passar da lição".
O "dar a lição" era a tarefa diária de fazer a leitura de um texto (do livro de Língua Portuguesa) em voz alta, ou para a professora ou para a classe. Caso essa leitura atingisse um bom nível de pronúncia e pontuação, se "passava da lição" e no dia seguinte o texto a ser lido seria o próximo pela ordem do livro. Mas quando a leitura era ruim, insatisfatória, o aluno teria que “repetir a lição” até conseguir fazer a mais correta leitura do texto em questão.
E quando se lia todas as leituras antes do final do ano letivo, poderia “recordar o livro”! Repetir as lições, aprender ainda mais e fixar conhecimentos.

Então, assim é a vida:
As lições são as situações que vivenciamos nas quais devemos aprender algo. Mas algumas vezes nos perguntamos: “Isso de novo, porque? ”
Enquanto não aprendermos uma lição continuaremos a repeti-la, o que nos impede de passarmos para a próxima e assim ficamos parados na nossa evolução pessoal.
E algumas pessoas nem conseguem “recordar”: lembrar do passado com o olhar de quem aprendeu e que pode reforçar o aprendizado...

Então vamos nos esforçar para “dar a lição”, “passar da lição” e quem sabe “recordar” o livro da vida!

Anita Garibalde Ramos Carneiro

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O homem e a pedra X a mulher e a cobra

Recebi essa imagem em um grupo de WhatsApp com a seguinte explicação:


Nesta cena o homem não pode ver a cobra mordendo a mulher e a mulher não consegue ver a pedra em cima do homem!! Sabe o que isto significa? Nem sempre conseguimos ver a dor que o outro está sofrendo, e ele nem sempre consegue entender a pressão que sentimos no dia-a-dia. Precisamos exercitar mais a compreensão, nos comunicar melhor, falar das nossas fraquezas, ouvir sobre as fraquezas do outro, entender os problemas as limitações e ter mais empatia para entender que embora a pessoa não esteja fazendo tudo que esperamos, não quer dizer que ela não esteja fazendo o melhor que ela pode.


Tal conteúdo toucou-me e eu o arquivei. Como corriqueiramente vivo e observo situações como à apresentada nessa imagem, resolvi escrever e publicar a respeito...

Todos nós vivemos ocasiões que nos induzem sofrimentos e nos relacionamos com pessoas que também estão sofrendo. Algumas dessas “relações de sofrimento” envolvem situações sem ligação alguma com o que cada envolvido está vivenciando. 
E por não dialogarem sobre o que vivenciam, terminam por agredirem-se mutuamente provocando ainda mais sofrimento, o que faz com que relacionamentos saudáveis e sólidos, adoeçam, estremeçam e até se modifiquem em sua essência.

Penso que devemos ao menos tentar entender que quando alguém nos causa sofrimento geralmente também está sofrendo e assim buscarmos evitar a condenação desse outro; sim, a condenação, porque em um julgamento há a conclusão que inocenta ou condena...
Isso é preocupação com o outro em detrimento de si?
Depende de como isso é pensado e vivido. Por vezes entender ou aceitar o outro, nos traz algo que só está em nós e é imprescindível para vivermos em paz com nós mesmos: o perdão; é preciso que eu perdoe o que o outro faz, propositalmente ou não, que “me atinge” para que eu evite que isso “me afete”. 

Em alguns casos o mero “ignorar” o outro funciona. Mas quando há uma carga sentimental envolvida e essa “ignorância” implica em transformar e/ou anular sentimentos, é necessário um trabalho (senti)mental que quase sempre é necessário ajuda e muitas vezes auxilio profissional. 

É necessário entender-se e aceitar o outro com o perdão do que ele é e faz se quisermos PAZ! (Até rima...)

Anita Garibalde Ramos Carneiro

Também publicado em Nota na Minha Página no Facebook.

domingo, 20 de janeiro de 2019

SENTIMENTOS: nossos e alheios

(Tentando voltar a escrever textos...) 

Passei por um período de tempo escasso para mim e deixei de fazer uma quantidade de atividades que gosto e fazem-me bem. Ler e escrever estavam nessa lista. Agora estou com tempo de sobra para não só estas, como outras tantas atividades que ainda falta eu... (risos) 

Como o que escrevo sempre tem relação com o que sinto e vivo, e por ser adepta da ideia de que só vale a pena publicar o que é bom, necessitei de um tempo para me refazer dos sentimentos ruins que vivi para só depois voltar a me manifestar publicamente via escrita. 

O tema da vez é “SENTIMENTOS: nossos e alheios”, bem como nossa relação com estes sentimentos, tanto os nossos quanto os alheios... vou explicando, vá lendo... 

Vivi e ainda vivo um tempo de muitos sentimentos. 
Após um período de dedicação quase exclusiva a uma vida que exigia cuidados diários e noturnos, que vivi com um sentimento impar e muitas sensações intensas que a mim são de difíceis narrativa e explicações, nem vale a pena, vivo hoje o vazio disso tudo que vem junto com um descanso e mais sentimentos respectivos a cada momento... 

Muitos viram e veem essa série de acontecimentos, e inerente ao humano manifestam a tal “solidariedade” diversa como a própria humanidade, por mim observada, analisada, citada, surpreendente, decepcionante mesmo por minha responsabilidade, e que trouxe à minha reflexão os “sentimentos” meus e alheios... 

Alguns entendem o que sinto, muitos apenas tentam (entender) sem sucesso, outros ignoram, e ainda há os que tentam viver por mim. 

Mas o que cada um sente é exclusivo... por mais empatia que haja, o sentimento alheio jamais é sentido por outrem. Pode ser no máximo entendido. E muitas vezes só é de fato percebido quando vivenciamos a mesma experiência que o outro viveu... o que nem sempre ou raramente acontece. 

Conviver com nossos sentimentos, de maneira saudável, é delicado. E são nossos sentimentos que regem nossos relacionamentos seja conosco seja com os que nos rodeiam, sendo esses, próximos ou não pessoalmente. Somos o reflexo do que sentimos. Muitos males causamos a outrem por mera ignorância dos, e sobre nossos sentimentos. 

Sem ser ruindade, burrice, insensibilidade, muitas vezes precisamos de ajuda para entender os nossos sentimentos, suas causas e até consequências; e há profissionais para isso. Agora lembrei que paradoxalmente que tal área profissional é a de saúde mental, e não a cardiologia... sim, os sentimentos que são relacionados ao cérebro, e não ao coração diferente da cultura popular e romântica, estão diretamente ligados ao que pensamos... e como pensamos muito errado, lá se vão tais erros para nossos sentimentos sejam estes para conosco ou para os outros. E ainda, tudo o que vivenciamos também nos gera um sentimento que muitas vezes ignorado, nos deixa marcas e reações também ignorados e que com certeza influenciará em nosso comportamento e em outros sentimentos para conosco e com o outro. 

Por isso é preciso, por nós mesmos, procurarmos entender nossos sentimentos para vivermos bem primeiramente conosco porque “o próximo mais próximo somos nós” (FRANQUI, Lidiane, 2019) e só depois, lidar com os “sentimentos alheios”; nem que para isso procuremos ajuda profissional, que hoje felizmente já encontramos até na rede de atendimento do SUS. 

(Juro que esse texto não objetiva recomendar ninguém, ou divulgar o #JaneiroBranco, mas fiquem à vontade!) 

E com a consciência de que ninguém sente por ninguém, podemos aceitar o outro com o que ele sente e vive. Sim, ao e do outro, cabe-nos em quase totalidade das vezes apenas aceitação... sem julgamento nem tentativa de adivinhar, o que, porquê, como sente, se temos ou não responsabilidade por tal sentimento. Eu sei que é difícil ver alguém que amamos vivendo de maneira que lhe cause sofrimento, simplesmente aceitar e nada poder fazer, mesmo diante da quase necessidade de tentar ajudar. Mas para fazer algo pelo outro, é necessário que ele deseje ou ao menos permita. Há uma chance mínima de conseguir, e essa possibilidade perpassa por um diálogo aberto e sincero. E quando tentamos e não conseguimos acabamos também por sofrermos e nessa situação cabe dizer como Dilton Barrospor isso, temos que cuidar muito bem dos nossos sentimentos, os dos outros, são dos outros...” 

Então vamos cada um cuidar de nossos sentimentos... 

(Tentando concluir textos... (riso))